sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mulher pode fazer xixi na rua?


Parece que o tempo anda passando rápido demais e não só fisicamente.
Fico observando os modismos, os comportamentos e chego a conclusão que realmente estou ultrapassada nos meus valores; felizmente vim de outra era, outra geração ou de outro berço.
Quando pensei que nada mais me chocava, descobri uma notícia nos jornais que me deixou entre envergonhada e desesperançada: "Mil mulheres são detidas fazendo xixi nas ruas." Estatística triste do carnaval em uma grande cidade. Se já era deplorável homem fazer xixi em plena via pública imagine mulheres abaixando as calcinhas e agachadas sem o menor pudor deixando nas ruas o seu xixi, que deveria ser feito entre quatro paredes com o cuidado e delicadeza que uma mulher carece.
Quase não consigo acreditar que criatura que tem o dom de abrigar um filho no ventre por nove meses, a mesma que tem a capacidade de alimentar nos seios a sua descendência se perca tanto dos seus próprio valores e se desnude deles de forma tão chocante. Não pelo xixi e sim pelo ato que prova que cada vez mais a mulher se despe do pudor e se iguala aos homens deixando assim de ter seus mistérios, de ser aquela criatura de modos delicados para se tornar banalizada e sem escrúpulos, ou até pior, beirando a animosidade.
Como depois de se rebaixar tanto esperar que os homens queiram compromisso, sejam gentis, elegantes; se a dama já não existe mais e no lugar dela surgiu uma espécie de animal que sequer valoriza a espécie? Longe de ser uma crítica negativa, e antes que se possa dizer que meu comentário é machista; penso e lembro de como era bom ser o centro das atenções com gestos delicados, a corte que instigava mais e mais o romance e onde as relações eram mais estáveis porque se ia conhecendo aos poucos uns aos outros e não logo no primeiro encontro. A mulher sempre procurava esconder um pouco mais suas mazelas , principalmente diante dos homens porque o seu charme maior sempre foi o mistério. Hoje já não se guarda nem o cuidado com o corpo diante das situações mais pudendas.
Fazer xixi em plena rua!! É incompreensível para um mulher que cultiva hábitos saudáveis , é inadimissível para uma mulher que cuida com carinho do seu corpo para entregar à pessoa amada e é totalmente fora de cogitação para uma mulher medianamente educada!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Algumas coisas que só o tempo ensina

Não importa aonde chegar, importante é caminhar pra frente, e não fechar os caminhos do parceiro de caminhada.
Não importa a cara lavada, importa é saber que a maquiagem é só um adorno.
Não importa não dormir de vez em quando, importa saber acordar no tempo certo.
Não importa o tempo que se carrega no corpo, ele só será pesado se a alma 
desaprender de ser livre.
Não importa em que tempo o amor chega, o importante é saber a hora de abrir a porta.
Importa não é ter olhos, mas é ir além de olhares.
Não importa ser grande, importa é valer indiferente ao tamanho.
O tempo é veneno que tempera a vida, e é a dose certa para nos resguardar da própria vida.
Senhor absoluto da razão só o tempo faz e desfaz independente da nossa vontade.
Estar pronto a cada dia para enfrentar desafios é regra pra se seguir à risca, pra não se correr risco de ficar no meio fio a se lamentar.
E como eu sempre digo; viver cada dia como se fosse o último, cada amor como se fosse o único por que na sala de espera tem alguém torcendo por você, e na UTI é você que tem que aprender a lutar pela sua vida.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

6º lugar e sem educação!



Aonde vai parar esse país gigante e sua brava gente se não consegue se educar? Será que sonhamos ser um dia a primeira economia do mundo? Sonhamos, mas sem educação não, não chegaremos lá.
É muito chato bater sempre na mesma tecla como se eu fosse a dona da verdade e mais ninguém enxergasse isso, grr. Quando se olha ao redor  com atenção, percebe -se em cada detalhe o quanto falta para que possamos ser um país pujante. Não falta só educação curricular, falta berço, falta modos, falta vontade de aprender o que os pais já não sabem mais ensinar.
Demos um enorme salto  do excesso de proibição ao excesso de permissividade, não houve meio termo e isso acabou por desmoronar de vez os valores que eram cultivados quando havia respeito entre as gerações. Não posso e não vou culpar a emancipação femina porque quem quis conseguiu manter os valores, a educação e cultivou uma estrutura necessária ao bem estar da sua descendência. O problema principal, a meu ver, é que uma imensa maioria sentiu o gostinho de uma liberdade tão escancarada que acabou perdendo os limites. 
Pode-se ao lado dessa educação frouxa juntar o bum da tecnologia que afastou uma geração da outra, muito rápido ao mesmo tempo que ligou continentes e fez com que o ter passasse na frente do ser. Enquanto de um lado os pais foram obrigados a trabalhar mais duramente para se manter e para o "ter", os filhos também ficaram mais exigentes  seguindo o exemplo dos pais que buscam incessantemente ter, sem contar  que por estarem conectados com o mundo assistem de perto o crescimento tecnológico cada vez mais atraente.
Para os pais que trabalham arduamente e não se enturmaram com as tecnologias (excessão ao celular que é consenso geral) é mais fácil deixar os filhos entregues a própria sorte jogando a obrigação de educar para a escola, para o mundo, afinal eles vivem entretidos com amigos, micros, celular e tudo que puderem ter; dá menos trabalho e sobra tempo para trabalhar mais e até descansar um pouco. Para os pais adeptos das tecnologias o pensamento é quase o mesmo; melhor deixá-los entregues para que o mundo e a escola os eduque, dessa forma não se permitem dizer não para não fazerem o papel castrador devendo esse papel ser o da escola. É fartamente sabido que a escola forma cidadãos, ou deveria, dá a chave do conhecimento, mas não é ela que educa que imprime valores, essa obrigação sempre veio do seio familiar.
A tão propalada liberdade ganhou contornos abusivos e ao invés de ser algo almejado e conquistado tornou-se um enorme entrave para o crescimento humano porque seu excesso tem contribuído para que se perca os limites entre a responsabilidade e a irresponsabilidade.
De que adianta ser a 6ª economia ? Com que cara vamos esconder nossas vergonhas ? Há muito para se fazer até se atingir o topo e isso começa na base, não dá pra ser diferente.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quinquilharias



Pequenos gestos, algumas pequenas considerações podem se tornar tão espinhosos e cruéis a ponto de azedarem relações, amizades. Por mais que se pense no que vai dizer, por mais que se vigie, quase todos acabam escorregando nessas pequenas armadilhas.
Curioso é que o que é pequeno e não deveria tomar proporções maiores que o seu próprio tamanho, mas toma. Pior é perceber que é mais fácil as pessoas se apegarem muito mais  à pequenos detalhes do que às grandes confusões. 
Existem pessoas das mais variadas maneiras de pensar, de níveis de cultura e de educação diferentes, e quase sempre age ou reage da mesma maneira; humanos como somos todos.
Somos seres frágeis em todos os sentidos; no trato com o outro, no trato conosco  e principalmente com o nosso ego, esse que acaba por ficar atrás do pano manipulando nossa imagem. É ele que nos representa no mundo e é também ele que nos envaidece, nos enche de orgulho. Consequentemente por conta desse tal "ego"muitas vezes nos tornamos (para o mundo) imbecilizados, insuportáveis, cheios de empáfia ou acéfalos, tudo depende do quanto nos deixamos ser atormentados pela aparência, pela vaidade ao invés de deixar fluir de nós o eu mais profundo, a essência divina; que é a nossa melhor porção.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Mais um ano pra eu provar

Não sei se achei 2012 ou perdi 2011. Ainda não senti a bafejo do Ano Novo apesar de todo foguetório, talvez essa leve brisa que me acaricia o corpo seja prenúcio de que ele será mais carinhoso comigo.
Uma coisa eu sei que é real; não sinto hoje mais aquela mudança, nem a mesma empolgação; não faço mais pedidos nem votos para o espolcar dos fogos.
Eu lembro até com saudades de quando eu esmerava na escolha das roupas, cuidava do cabelo, sapato tudo que pudesse representar a felicidade material para entrar o ano. Fazia promessas e metas que nem sempre se cumpriam, mas era parte de um ritual que precisava ser cumprido.
Não perdi o meu espírito de confraternização, algumas crendices ainda me perseguem, a família continua e continuará sendo prioridade e meu porto seguro para enfrentar um ano sendo ele maravilhoso ou tenso.
Vou sentir o ano no dia a dia, na rotina; experimentá-lo nos dias e noites que me oferecerá e só então saberei se é um ano saboroso ou não.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

É preciso arejar para não adoecer


É comum de vez em quando a gente se sentir sufocado e olhar o mundo com descaso, tendo a nítida sensação de que não vale a pena fazer mais nada, que tudo está chato e ruim.
Algumas vezes dá até vontade de morrer porque a tristeza que nos abate não nos permite  ver nada; parece que as pessoas não notam mais a nossa existência, parece que não há amor das pessoas para conosco. Nenhum amor parece suficiente para nosso coração desanimado, nenhuma alegria parece penetrar dentro do nosso mundo interior.
É um certo complexo de : esqueceram de mim.
 
Para tudo! Não podemos permitir que nosso coração e mente se deteriore porque não sabemos fazer uma higienização de quando em quando, aí permitimos que se instale a dor, a doença por conta dos cantos mofados que não temos coragem de revirar.
Existem dentro de nós sentimentos velhos que já não nos serve para nada e nós insistimos em levá-los de um canto a outro tentando encaixar o trambolho ao invés de desmontar e jogar fora.
Também guardamos mágoas de todos os tamanhos e pior; fazemos questão de preservar para encará-las de frente, vez por outra, só para sofrer um pouquinho e alimentar uma dor física, talvez para ficar de vítima de vez em quando e tentar ganhar olhares de carinho ou pena!
 
É bom guardar lembranças, amores, mas mesmo essas lembranças devem ser sacudidas de vez em quando para não esconderem traças nas dobras. E amores é sempre bom guardar, até um certo ponto, amores que não tem chance de virar realidade e ficam com arestas vivas espetando, amores que nos afrontam, que nos pisam e nos fazem sentir pequenos; esses devem ser expurgados sempre que começarem azedar os espaços que ocupam em nós, porque amores bons mesmo são os que clareiam a alma e a mente, que perfumam, que dão brilho aos olhos e viço à pele, fora disso é só doença sem cura.
 
Dentro dos nossos espaços internos, mente, coração e alma tudo deve ser aberto e arejado sempre para que não fique frio e escuro.
Nada de ficar polindo impressões doídas, dores antigas, amizades conflitantes, desejos impossíveis; ao fazer isso fechamos as portas para as impressões de colorido vivo, amizades novas, amores novos.
É como se fossemos um guarda-roupa fechado e atulhado de roupas velhas de muitos invernos e verões, não cabe mais nada e tudo que tem lá dentro a gente pensa que vai usar um dia, mas é velho e não nos serve mais. A gente tem preguiça de arrumar porque dá trabalho, tem traças e sabemos que se tirarmos o que tem lá dentro não vamos conseguir acomodar tudo de volta. Aí que que a gente faz?
Vai protelando e cada vez que precisamos mexer lá dentro para apanhar alguma coisa; dá um misto de tristeza e raiva, porque sabemos que vai dar trabalho procurar e certamente nada do que tem lá dentro é adequado para o momento.
 
Chega de esconder a sujeira debaixo do tapete, de passar um paninho e dizer que está tudo limpinho; vamos escancarar as janelas sem medo da luz que vai entrar e sem pavor de encarar os cacarecos que guardamos nas nossas entranhas. Vamos jogar fora sem dó tudo que envelheceu e não nos serve mais, vamos pintar de cores vivas o nosso interior e nos preparar para as novidades que vão entrar depois que procedermos uma limpeza radical.
 
Quem quer andar encurvado carregando uma montanha de trastes de data vencida e que já não serve para mais nada, a não ser deixar o corpo dolorido, a alma sem graça e o olhar perdidos sem luz?
 
É como experimentar a sensação de casa limpinha, cheirando lavanda. E você vai ver o quão mais leve a vida vai lhe parecer.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Você sobreviveria?


Você consegue desligar rádio, TV, micro, celular e todos os seus aparelhos eletrônicos e permanecer assim por quanto tempo?  Será que vc consegue viver essa experiência por alguns dias?
Bem, qual a sensação que você pode experimentar ao desligar todos os eletrônicos à sua volta e ficar sozinho consigo mesmo? Parou para pensar?
O que eu observo é que as pessoas de um modo geral não conseguem se desligar totalmente dos seus aparelhos. Seria medo do barulho que o silêncio faz? Seria medo dos seus pensamentos? Medo de encontrar-se consigo mesmo?
O mundo moderno condicionou as pessoas a estarem sempre conectadas a alguma fonte eletro eletrônica  e com isso elas estão perdendo o hábito de ouvirem o som de seus próprios pensamentos, e estão começando a se desabituar de ficarem desconectadas; o que propicia o ser humano moderno a robotização ou pior; emburrecimento.
Por conta das novas tecnologias somos condicionados a usar teclas e muito pouco, quase nada de canetas ou lápis, monitorar aparelhos à distância, ou programarmos nossos eletro eletrônicos domésticos ou pessoais às tarefas. Dia a dia as facilidades do mundo moderno nos convence que não somos mais capazes de executarmos tarefas simples, que muitas vezes seriam desestressantes, prazerosas,  porque estamos correndo atrás dos ponteiros e desaprendendo dessas mesmas coisas;  uma vez que as máquinas podem executá-las com alguns toques enquanto nós vamos apagando da nossa memória os conhecimentos e o prazer de executá-las.
O que dirão nossos pensamentos quando se desligam de toda a parafernália eletrônica? Sentirão alívio, cansaço ou se sentirão perdidos?
Estamos vivendo um período de muitas descobertas; umas encadeadas às outras, quase que todas tem a ver com o ter e não com o ser, a não ser umas poucas expressões literárias mal fadadas transvestidas  de auto-ajuda, não se produz mais a arte do pensamento.
Seria esse mal sinal dos tempos, onde o pensamento vai sendo aos poucos banido da vida das pessoas?
É claro que não se decreta o final dos pensamentos, entretanto se a prática deixa de ser exercida com assiduidade para se conseguir concatenar idéias, cria-se um vazio que é facilmente preenchido por qualquer artefato eletrônico.
A arte de pensar precisa ser cultivada no silêncio, longe dos apelos tecnológicos para não morrer como está morrendo o uso da escrita manual, por exemplo, antes que se decrete de vez a incompetência de "ser" da espécie humana.